A relação íntima entre odontologia e estética facial

Pode parecer estranho, mas a odontologia contemporânea contempla e inclui a estética facial. É de onde surge a denominação “Estética Orofacial”, que trabalha a relação íntima existente entre essas duas áreas.

Podemos explicar melhor dizendo que a harmonização entre a estética facial e dentária é tida, hoje, como interdependente, ou seja, para atingirmos o resultado ideal da face é fundamental, em primeiro lugar, que a avaliação de dentes e gengivas seja realizada, a fim de que as indicações de procedimentos faciais sejam bem recomendadas, obtendo-se a melhor performance possível.

Isso porque dentes mal posicionados, desgastados ou ausentes colaboram para o surgimento de alterações faciais indesejadas, como flacidez muscular, diminuição do volume labial, alteração de posição do nariz, surgimentos de sulcos e rugas, em especial no terço inferior da face. Da mesma forma, um rosto com as estruturas bem delineadas pode ser afetado de maneira negativa por dentes escurecidos, gengiva retraída ou em excesso, dentes mal posicionados, ausentes e desgastados, halitose (mau hálito), entre outros problemas de origem odontológica.

Por essa razão, a avaliação estética facial deve ser acompanhada por uma avaliação odontológica. É importante salientar que os procedimentos aplicados para a obtenção, tanto da estética odontológica quanto da estética facial, são cada vez menos invasivos e com melhores resultados. A tecnologia deixa disponível produtos e técnicas que permitem tratamentos ágeis e de resultados eficientes e duradouros.

Fazendo-se uma analogia, podemos pensar no conjunto “dentes e face” como uma obra de arte, onde a imagem seriam os dentes e a moldura, a face. Ambos devem estar em harmonia para que a aparência estética seja privilegiada e percebida.

Hoje, a classe odontológica tem seu direito natural reconhecido pelo plenário do Conselho Federal de Odontologia (CFO) de realizar determinados procedimentos faciais, para fins terapêutico-funcionais e também para fins estéticos, visto que é o maior conhecedor da anatomia, tecidos moles e duros da face, da fisiologia facial e, ademais, o único profissional da saúde com autonomia para intervir nos dentes, estruturas fundamentais na harmonização facial.

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